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Cirurgia Bariátrica

Atualizado: 11 de dez. de 2023

A Cirurgia Bariátrica é uma intervenção médica significativa indicada para indivíduos que enfrentam desafios com a obesidade. A elegibilidade para este procedimento começa com o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que é o peso de uma pessoa em quilogramas dividido pelo quadrado de sua altura em metros. Um IMC entre 19 e 25 Kg/m² é considerado saudável. Aqueles com um IMC de 25 a 30 são vistos como acima do peso, e um IMC entre 30 e 40 indica obesidade.

As diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina, delineadas nas portarias de 2010 a 2017, definem critérios específicos para a realização da cirurgia bariátrica e metabólica. Estes incluem ter um IMC de 35 a 40 Kg/m² acompanhado de comorbidades como hipertensão, diabetes tipo II, dislipidemias, apneia do sono severa, ou problemas articulares significativos, ou ter um IMC superior a 40 Kg/m² mesmo na ausência dessas condições.

Para os pacientes com diabetes tipo II, a cirurgia metabólica é uma opção sob certas condições, incluindo ter um IMC entre 30 e 34,9 Kg/m², ter entre 30 e 70 anos, estar lidando com diabetes por menos de 10 anos, e não ter respondido a tratamentos clínicos convencionais.

Antes da cirurgia, os pacientes passam por uma avaliação pré-operatória abrangente para identificar e gerenciar quaisquer riscos. Isso envolve uma série de exames laboratoriais e consultas com especialistas para garantir que o paciente esteja em condições ideais para o procedimento. O preparo para a internação hospitalar exige uma dieta líquida nas últimas 24 horas e jejum de líquidos nas últimas 4 horas. Todos os exames e avaliações devem estar completos, incluindo a consulta pré-anestésica e a autorização dos convênios médicos, se aplicável.

A cirurgia é realizada sob anestesia geral. Medidas são tomadas para prevenir trombose venosa profunda, e a internação geralmente dura 24 horas, com algumas variações dependendo da recuperação individual do paciente. A alimentação líquida é retomada algumas horas após o procedimento.

A técnica laparoscópica é o padrão para essas cirurgias, caracterizada por pequenas incisões e sem a necessidade de dreno abdominal, oferecendo benefícios que vão além da estética, como menor dor e risco de infecção pós-operatória.

Existem três tipos principais de Cirurgia Bariátrica aprovados no Brasil: procedimentos restritivos como a gastrectomia vertical e a banda gástrica ajustável; procedimentos mistos como o bypass gástrico; e procedimentos disabsortivos como o Duodenal Switch. Cada um possui características específicas e é escolhido com base nas necessidades individuais do paciente.




E se houver perda excessiva de peso?

Se um paciente experimentar uma redução de peso além do desejado após uma cirurgia bariátrica, é crucial uma avaliação abrangente. O acompanhamento contínuo com uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas e especialistas em saúde mental, é essencial para prevenir e tratar possíveis complicações, como a desnutrição.

Em situações em que seja necessário intervir para promover um ganho de peso seguro, pode-se considerar um procedimento cirúrgico para ampliar a capacidade de absorção intestinal. Isso geralmente envolve a criação de uma anastomose, que é uma conexão cirúrgica entre a parte do intestino que recebe o alimento e a seção que foi previamente desviada. Conhecido como procedimento "Kissing X", esta intervenção pode ser executada com técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia, oferecendo uma recuperação mais rápida e menos dolorosa para o paciente.



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